sexta-feira, 15 de outubro de 2010

História do Metal Cristão




                O metal cristão (ou o estrangeirismo white metal) é um gênero musical que engloba todo estilo de metal que possua letras cristãs. Muitos não o consideram um gênero musical, por ser um termo muito abrangente. Esses o consideram apenas uma nomenclatura que agrega todos os estilos de metal com letras cristãs. O gênero pode referir-se a qualquer estilo de metal (glam, heavy, power, symphonic, etc) que possua letras cristãs.
História
                O metal cristão tem sua origem no começo dos anos 1970. Geralmente, Resurrection Band, Messiah Prophet e Jerusalem são citadas como as primeiras bandas de Metal Cristão. Durante os anos 80, a banda Stryper ajudou a popularizar o gênero, já que eles foram a primeira banda de metal cristão a conseguir disco de platina.
                Uma vez que o gênero metal é popularmente associado a uma imagem de sexo e satanismo, o metal cristão tem sido criticado com frequência e recebido certa resistência pela igreja tradicional. Apesar disso, as bandas de metal cristão têm persistido e cada vez mais se multiplicam, possuindo estilos que vão desde o evangelismo claro como as primeiras formações do Stryper (conhecidos por atirar Bíblias para o público) a outras bandas como King's X (que tentaram evitar a associação ao metal cristão, embora demonstrassem uma forte influência cristã em muitas das suas letras).
Banda Rez aka Resurrection em concerto ao vivo, Agosto 1988.
                 Graças ao Metal cristão ser grandemente caracterizado pelo contexto lírico, existem vários subgêneros de Metal Cristão. Nos anos 80, bandas de Metal Cristão fortemente influenciadas pelas bandas mainstream, produziram uma grande quantidade de glam metal como o Stryper, Whitecross Holy Soldier e Neon Cross. Muitas bandas de speed e thrash como Tourniquet, Deliverance, Vengeance Rising, e Believer também começaram a surgir.
                  Em 1990, Mortification se tornou a primeira banda de Christian death metal a alcançar maior reconhecimento. Embora tocassem um estilo antigo de death metal muito próximo às raízes do Thrash, seu álbum de 1992 Scrolls of the Megilloth ainda é considerado um clássico do death metal[1], e foi lançado em nos dois mercados cristão e secular. Aproximadamente no mesmo período a banda Living Sacrifice estava tocando thrash/death metal; também; Paramaecium se tornou uma das maiores bandas de doom metal cristão e influenciaria mais tarde bandas cristãs como Pantokrator.
                  Horde é extensamente considerada a primeira banda Cristã de black metal. Como a banda tinha apenas um membro fixo e teve apenas um lançamento (em 1994), Horde iniciou uma controversia como o a comunidade do metal extremo, já que se opunha aos temas mais comuns de Satanismo. O título do único lançamento do Horde -- Hellig Usvart -- significa "Sacro unBlack". Unblack metal passou a ser usado algumas vezes usado por Cristãos para se referir ao black metal cristão, para se livrar da conotação negativa do termo "black metal".
                  Antestor existia antes do lançamento de Hellig Usvart mas a música deles era mais próxima do estilo death/doom ( ou como eles chamavam isto, "Sorrow Metal"), e não era musicalmente conhecido ainda como black metal. Eles assim como o Crimson Moonlight, o Divine Symphony e outros, fazem hoje um estilo sofisticado de black metal cristão que pode ser comparado ao produções de bandas mainstream de bandas de black metal. Como sempre, produções mais tradicionais e cruas de bandas black metal como Abdijah, Light Shall Prevail, Offerblod, Arch of Thorns, Flaskavsae, Eligbbor, Bedeiah, Dormant, Firethrone, etc., continuma a existir em selos como Sneeuwstorm Produkties eGES Productions, entre outros.
Atualmente, existem bandas de metal cristão para quase todos gêneros de metal. Extol tem uma mistura (que costumam mudar) de estilos, e é popular entre fãs de metal cristãos e não cristãos.
                  Seventh Avenue, Theocracy, Narnia, Rob Rock, e Divinefire são as mais proeminentes bandas de power metal cristão. Rob Rock inicialmente fez fama como o vocal e guitarrista virtuoso da banda de Chris Impellitteri o Impellitteri durante os anos 80 e 90 ele foi para seu trabalho solo como o álbum Rage of Creation. E também fez parte dos vocais da banda de heavy metal Warrior. Existem muitas outras notáveis banda, incluindo Ultimatum, Becoming the Archetype, Temple of Blood, Aletheian, Crimson Thorn, Harmony, Saviour Machine, Majestic Vanguard, Soul Embraced, Sympathy, Virgin Black, Disciple, e Veni Domine.
                   Certos artistas de metal cristão encontraram grande aceitação do público ,tanto entre fãs cristãos ou não, como o The Devil Wears Prada As I Lay Dying e Stryper. A popularidade do metalcore é especialmente baseada em bandas cristãs, como Zao, As I Lay Dying, Still Remains, e Demon Hunter.
                   Na edição de retrospectiva de 2006 a revista Revolver Magazine elegeu o metal cristão o fenômeno do ano. O editor chefe Tom Beaujour entrevistou os líderes do As I Lay Dying, Demon Hunter, Norma Jean, e Underoath (Tim Lambesis, Ryan Clark, Cory Brandan Putman, e Spencer Chamberlain, respectivamente) como o arquivo de capa da edição. Tooth and Nail Records, P.O.D., Zao, War of Ages, Still Remains, e He Is Legend também foram mencionados.
Sanctuary International
                Muitos fãs de rock e metal foram rejeitadas das igrejas em 1980. Em 1984, o Pastor Bob Beeman viu esse problema e logo começou o ministério chamado Sanctuary - The Rock and Roll Refuge. Esta bolsa de estudo trouxe muitos músicos e formaram grupos como Tourniquet, Deliverance, Vengeance e Mortal, que logo se tornaria inovador na cultura da música cristã.
                O sanctuary patrocinou o primeiro festival de metal cristão, o metal Mardi Gras, realizada em 1987 em Los Angeles. Mais festivais de metal cristão foram organizadas em outros lugares também. O Sanctuary começou a se espalhar, e tinha 36 paróquias em todo os Estados Unidos em 1990. As paróquias Sanctuary teve impacto significativo no movimento de metal cristão: os grupos que mais tarde se tornaria notável como P.O.D. realizado os seus primeiros concertos no Santuário.
               No entanto, ao final dos anos 1990 sentiram que as atitudes das igrejas "tradicionais" para metaleiros, roqueiros e punks se tornou mais permissiva e, portanto, não teve a necessidade de continuar e foi fechado. Sanctuary tornou-se Sanctuary International, e atualmente dá aulas de estudos internacionais e sobre o cristianismo. Sanctuary funciona também uma estação de rádio de internet chamado "Radio intenso", que, em 2003, atingiu cerca de 150.000 ouvintes.

Fonte: Origem Wikipédia

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Oficina G3

                    Oficina G3  é uma banda cristã de rock formada em São Paulo, Brasil. Foi fundada por Juninho Afram, Wagner García e Walter Lopes, no fim dos anos 1980. Em atividade desde 1987, passou por vários estilos musicais, como o hard rock e pop rock, até chegar ao metal progressivo atual, e influências de nu metal, metalcore, entre outros, tendo várias formações ao longo dos anos. Atualmente é considerada a Melhor banda de Rock Cristão do Brasil. A banda já foi indicada para o Troféu Talento em várias categorias, e para o Grammy Latino no ano de 2005 2007 e em 2009.
                  Na época em que a banda começou, o rock ainda era tabu em igrejas cristãs brasileiras, e eles foram um dos primeiros a mesclar vertentes mais pesadas do rock com a música cristã no Brasil, assim como Katsbarnea, Resgate, Catedral e Fruto Sagrado. Logo se tornaram ícones do incipiente gênero do rock cristão brasileiro, tornando-se conhecidos entre os admiradores desse estilo no país. Apesar de, em parte, terem sido rejeitados por muitos pastores e lideranças religiosas, o visual da banda, com integrantes tatuados e de cabelos compridos, em geral atraía o público cristão jovem.
                 A banda mudou os seus rumos ao fim da década de 1990, quando o cantor Pedro Geraldo Mazza (PG) entrou no lugar de Luciano Manga. Grande parte do apelo de "banda de rock pesado" foi deixada de lado, e a banda passou a ter um estilo mais guiado pelo pop rock. Foi a fase de maior popularidade da banda, ganhando novos fãs, principalmente após a assinatura com a gravadora MK Publicitá. Porém, após a saída de PG em 2003, o Oficina G3 novamente tornou-se uma banda mais voltada ao peso do rock, mais especificamente o metal progressivo. Os vocais foram assumidos por Juninho Afram, e a banda prosseguiu sua carreira efetivamente. Nesta nova fase ganharam duas indicações ao Grammy Latino, e cinco ao Troféu Talento, também logrando relativo sucesso com boa parte dos fãs, alcançando Disco de Ouro com o álbum Além do que os Olhos Podem Ver em poucas semanas.
               É atualmente composta por quatro integrantes: o vocalista Mauro Henrique, o tecladista Jean Carllos, o baixista Duca Tambasco e o guitarrista Juninho Afram , o qual é o único integrante original. Os integrantes são reconhecidos por sua proficiência em seus instrumentos estando freqüentemente presentes em matérias de revistas especializadas em música.

Primeiras gravações

                  Em 1990 a banda lançou um LP ao vivo, gravação de uma apresentação na casa de eventos Dama Xoc. Por essa época eles já haviam adotado oficialmente o nome Oficina G3. Passado algum tempo, alguns integrantes da banda a deixaram, nomeadamente o baixista Wagner García e o vocalista Túlio Régis, entrando Duca Tambasco e ficando a banda com apenas uma pessoa nos vocais.
                    Em 1993, a banda gravou Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho. Lentamente começam a se tornar conhecidos no Brasil, atraindo um considerável número de fãs e admiradores pelo país. Como não era muito comum haver bandas cristãs de rock no início da década de 1990, algumas vezes a banda era discriminada por lideranças religiosas, algumas alegando que sua música era satânica. O visual da banda, marcado por tatuagens, piercings e cabelos compridos contribuía para esse efeito, mas o mesmo visual representava um atrativo para a sua audiência, tanto cristã quanto secular.
                 A terceira gravação, intitulada Indiferença, somente aconteceu em 1996, entrou Jean Carllos. O trabalho mostrava o virtuosismo da banda, com duas faixas dedicadas a solos de guitarra e uma outra a um solo de baixo. Um dos solos de guitarra era um prelúdio instrumental à canção Glória (versão rock em português do hino The Battle Hymn of the Republic), que por muito tempo foi uma das músicas mais tocadas em suas apresentações.
Indiferença representou o auge da popularidade do Oficina G3 na fase inicial do grupo, e também o fim dela, já que, após esse álbum, Luciano Manga deixou o grupo, a fim de investir em sua vocação pastoral. Foi substituído por Pedro Geraldo Mazza, mais conhecido como PG. A partir daí a banda mudou de estilo e de público-alvo, passando a ter uma sonoridade mais pop rock, que desagradou a muitos dos seus fãs antigos.




Formação atual

Juninho Afram - Guitarrista
Jean Carllos - Tecladista
Duca Tambasco - Baixista
Mauro Henrique - Vocal
Alexandre Aposan - Baterista
Celso Machado - Guitarrista base


Fonte: wikipedia

 

Discografia





1990 - Ao Vivo
1993 - Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho






1996 - Indiferença
1998 - Acústico








1999 - Acústico ao Vivo
2000 - O Tempo








2002 - Humanos
2005 - Além do que os Olhos Podem Ver











2007 - Elektracustika
2008 - Depois da Guerra